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Teresina é a segunda capital mais negra do país, segundo IBGE

Em 2017, 8 em cada 10 moradores de Teresina se declararam negros ou pardos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os negros (pretos + pardos) representavam 79,8% das pessoas que viviam na cidade naquele ano. No ranking no IBGE, a capital piauiense perdeu apenas para Salvador (82,1% de pretos e pardos) conhecida como capital negra do país.

São Luís, no vizinho estado do Maranhão, aparece com 78,4% de negros, conforme os dados da pesquisa, seguida de Macapá (78%), Manaus (77,7%) e Belém (77,4%).
A vice-liderança de Teresina em relação à participação de negros no total da população se deve sobretudo à maior presença de pessoas que se declararam de cor parda – 68,4% da população em 2017. A parcela que se declarou preta ficou em 11,4%.

Pretos_pardos_1

A média nacional foi de 55,4% da população formada por pretos ou pardos, e os que se declararam pretos são menos de 1 em cada 10 pessoas (8,6%) – ambas bem abaixo da média na capital piauiense.

Pretos_pardos_2

Quando se trata da desigualdade salarial por cor ou raça, Salvador também se mantém no topo do ranking, enquanto Teresina cai para 15ª colocação. Na capital baiana, a diferença de salário entre pretos e brancos chega a 67%. Já na capital do Piauí, a diferença é de 45%.

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