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CNC eleva previsão de empregos para o Natal

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a expectativa de contratação de trabalhadores temporários para o Natal deste ano. Em setembro, a CNC divulgou a previsão de 72,7 mil vagas geradas e agora revisou o número para 76,5 mil. A projeção de vendas também foi aumentada em +2,8% na comparação com o mesmo período do ano passado para R$ 34,5 bilhões.

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FOTO: Pixabay

“Além da menor pressão sobre a inflação, nos meses de agosto e setembro de 2018, o mercado de trabalho, lastro do consumo no país, registrou os maiores saldos de geração vagas formais em cinco anos. Naturalmente, com a melhora nas expectativas de vendas, a demanda por trabalhadores temporários no varejo deverá crescer”, explicou Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação.

O maior aumento nas vendas deverá ocorrer nos segmentos de hiper e supermercados (R$ 12,3 bilhões), lojas de vestuário (R$ 8,3 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,2 bilhões), ramos que juntos deverão responder por cerca de 75% das vendas natalinas deste ano. O maior aumento real das vendas, contudo, deverá se dar no segmento de cosméticos e perfumarias (+4,3% em relação à mesma data de 2017).

Segundo a CNC, os destaques na oferta de vagas ficarão a cargo dos segmentos de vestuário e calçados (49,6 mil vagas), seguidos por hiper e supermercados (14,1 mil) e pelas lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (8,9 mil). Historicamente, vendedores (43%) e operadores de caixa (11%) costumam ser os profissionais mais procurados para o preenchimento das vagas temporárias.

“Embora a temporada de contratações no varejo costume ocorrer entre os meses de setembro e dezembro, o agravamento da crise vivida pelo setor nos últimos anos provocou um ‘efeito adiamento’ na demanda por trabalhadores”, comenta o economista.

Antes da crise, em média, 24% das vagas eram preenchidas nos meses de setembro e outubro. A partir de 2015, esse percentual caiu para 14%. Em contrapartida, o mês de dezembro, que costumava concentrar cerca de 14% das vagas temporárias até 2014, passou, nos três últimos anos, a responder por 26% dos postos de trabalho criados para o Natal. A maior parte das contrações continua ocorrendo em novembro, mês em que o varejo preenche cerca de 60% das vagas oferecidas.

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