quarta-feira, junho 26Bem-vindo à bordo, Marinheiro!

IBGE: Desemprego recua em junho, mas ainda atinge 13 milhões de brasileiros

A taxa de desemprego caiu ficou em 12,4% no trimestre encerrado em junho, queda (-0,7 ponto percentual) em relação ao trimestre de janeiro a março de 2018 (13,1%), segundo dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. Apesar de ter registrado a terceira queda mensal consecutiva, a desocupação ainda atinge um total de 13 milhões de brasileiros.

As principais influências sobre a queda na taxa de desemprego, segundo o IBGE, foram o grande número de pessoas fora do mercado de trabalho e a geração de postos de trabalho informais. A pesquisa revelou ainda que o total de pessoas que nem trabalham nem procuram vagas atingiu 65,6 milhões, o maior já registrado.

Segundo Cimar Azeredo, coordenado de Trabalho e Rendimento do IBGE, o número de brasileiros que não trabalham nem procuram emprego é o maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Para ele, o dado está relacionado ao grande número de pessoas que tem optado por ficar de fora do mercado de trabalho, o que contribui para a queda do índice de desemprego e do número de desempregados. Esse universo de 65,6 milhões de brasileiros inclui idosos, jovens e estudantes que não trabalham e pessoas que deixaram de ter disponibilidade ou que desistiram de procurar emprego.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE destaca que o número de brasileiros que não trabalham nem procuram emprego é o maior desde 2012 (FOTO: IBGE)

“A taxa de desemprego está menor, mas isso embute dois problemas: a subutilização ou a precariedade por conta da informalidade do trabalho. E na informalidade estão o comércio ambulante, o transporte por aplicativo, até mesmo na indústria, de confecção, por exemplo, e na construção civil, com pequenas obras. Isso significa que são muitas pessoas sem proteção social, sem contribuir para a Previdência”, afirma Azevedo

Em junho, a população desocupada recuou -5,3%, ou seja, menos 723 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 13,5 milhões de desocupados, houve queda (-3,9% ou menos 520 mil pessoas nesta situação).

A população ocupada (91,2 milhões) aumentou 0,7%, um adicional de 657 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, também houve aumento (1,1%, ou mais 1,0 milhão de pessoas ocupadas).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (32,8 milhões) no setor privado ficou estável frente ao trimestre anterior (janeiro a março de 2018). No confronto com o mesmo trimestre de 2017, houve queda (-1,5% ou menos 497 mil pessoas).

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,0 milhões) no setor privado cresceu 2,6% (mais 276 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 3,5%, ou mais 367 mil pessoas.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior (janeiro a março de 2018). Em relação ao mesmo período de 2017, houve alta de 2,5%, ou mais 555 mil pessoas.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.198) no trimestre de abril a junho de 2018 ficou estável em ambas as comparações. A massa de rendimento real para o trimestre de abril a junho de 2018 foi de R$ 195,7 bilhões e ficou estável em ambas as comparações.

Deixe uma resposta